O tesouro

27 de Fevereiro de 2012

Vale a pena ver o vídeo da Odissey, onde se podem ver algumas imagens do espólio da ‘N.S. de las Mercedes’ e de outros navios:


A pirataria Inglesa

26 de Fevereiro de 2012

Ontem foi um dia importante na Península Ibérica, e não só.

Encerrando com sucesso uma batalha jurídica entre um país soberano e uma empresa privada de objecto social dúbio, aterraram em Espanha dois aviões de transporte da Força Aérea com parte substancial dos salvados de navio afundado arbitrariamente pela marinha de guerra (?) inglesa em Outubro de 1804, em aguas portuguesas, em frente a Faro.

N. Srª de las Mercedes

Por cá, intrigantemente, os jornais não passaram muito cartão ao assunto. Alguns nem se referiram a ele, outros publicaram noticias breves e mal redigidas, sem qualquer enquadramento histórico, chegando mesmo uma delas a referir que se teria tratado dum mero naufrágio, omitindo a barbaridade dos bifes. Ficam no entanto muitas perguntas no ar, pois como portugueses deveríamos ser esclarecidos por exemplo, quanto aos termos e condições em que foi o navio da ‘Odissey’ autorizado ou não  a operar em aguas territoriais nossas, de forma não só a localizar o navio com precisão, mas a pairar por ali o tempo suficiente para pilhar toda aquela carga.

Este assunto (obviamente sem estas ocorrências, que foram posteriores) tinha já sido extensamente abordado por um tuga professor de arqueologia subaquática, num  artigo de 1998 que pode ser consultado clicando A Q U I.

Algumas datas (informação da própria Odissey):

- Março 2007: descoberta do local do afundamento.
- 10 de Abril 2007: embarque de Gibraltar por via aérea do 1º lote de moedas.
- 16 de Maio de 2007: embarque de Gibraltar do 2º lote de moedas.

explosão do paiol depois de atingida pela 'Amphion'.


O declínio dos EUA

20 de Fevereiro de 2012

Na memória dos que ainda viveram a segunda Guerra Mundial, os EUA têm um lugar particular, ao ponto de terem passado uma vida a tolerar a parasitagem que estes montaram enquanto responsáveis e pilar do sistema monetário internacional. Desde Nixon, nos anos setenta do século passado, que os EUA deixaram de ter condições para o ser e passaram a actuar na exclusiva defesa dos seus interesses, transmutando o dólar, que passou de moeda de garantia do comércio internacional a instrumento de extração de riqueza do resto do mundo, assumindo-se assim como verdadeiros parasitas do planeta. Assim como as gerações se vão renovando e os sobreviventes da II G. Mundial vão desaparecendo, também essa imagem libertadora dos EUA se foi desvanecendo e gradualmente assumindo a sua real natureza de oportunistas no pior sentido.

Num mundo que vive hoje como nunca de comércio, o sistema monetário não pode pura e simplesmente desaparecer de um dia para o outro; tem que se ir transformando. O LEAP, no seu último número, aborda esta temática. Intrigantemente, dizem, tiveram uma extrema dificuldade em encontrar dados publicados sobre este tema aparentemente simples: qual a percentagem das diferentes moedas nas transacções comerciais a nível mundial ? Com base em dois estudos do BCE (2006/20011), e dois outros documentos de 2005 e 2009, estimaram que cerca de 50% do comércio mundial  é facturado em dólares, quando paradoxalmente os EUA apenas representam cerca de 12% do volume das trocas internacionais de mercadorias. Defendem ainda que a tendência para a progressiva redução da ‘quota de mercado’ do dólar está instalada, defendendo esta tese com 5 factores de suporte e afirmação deste declínio:

1.  O desafio por parte de vários países da hegemonia do petrodólar.

2.  A proliferação de acordos comerciais bilaterais que não incluem os EUA.

3. A gradual redução da utilização de dólares pelos bancos da Eurolandia.

4. A instabilidade crescente do sistema monetário internacional.

5. O despertar internacional da moeda chinesa, o Yuan/Renmimbi.

É nesta moldura que se devem interpretar as recentes decisões das chamadas Agências de Rating americanas, bem como as noticias de jornais e tv’s anglo-saxonicas em geral. É sintoma de desespero, atacam tudo o que cheire a União Europeia e moeda única, pois irá contribuir para acabar esta mama completamente injustificada desde 1971.


Facebook e CIA, o Matrix em acção

16 de Fevereiro de 2012

Para mim é claro como água desde o princípio, embora para a maioria das pessoas custe a reconhecer: o Facebook e outras plataformas do género, não são sites inocentes nem neutros. A discussão está lançada, vejam o vídeo:


Deus levou um anjo

12 de Fevereiro de 2012

Foi mesmo isso. A Whitney Houston, a mulher que homenageou e emocionou Cassius Clay/Muhammad Ali no seu 50º aniversário, deixou a sua existência aqui na terra.


Os trinta por cento

11 de Fevereiro de 2012

Há dias, numa reunião de trabalho com tugas e alemães há mistura, ouvi da boca dum cliente, quando um dos alemães lhe perguntava qual a sua opinião sobre os motivos do nosso atraso :

- ” Nós somos 10 milhões, com 30% a roubar é dificílimo levantar cabeça.”

É óbvio que muitos concordamos com esta leitura, como já referido aqui por diversas vezes, hoje somos mais uma cleptocracia do que uma democracia. O que este comentário me trouxe de novo, foi a dimensão do problema. Confesso que nas minhas mais atrevidas contas sempre me tinha ficado por uns milhares, nunca tinha chegado aos três milhões. Penso que será ainda assim exagerado, mas mais próximo da realidade do que os milhares que eu sempre tinha imaginado. Os três milhões dão mais consistência á leitura da actual realidade política e social do país. É isto que origina, por um lado, o atrevimento de países fora da Europa que querem comprar este nosso espaço geopolítico pelo dinheiro que for preciso, de forma a tentarem exportar para a Europa os seus modelos políticos meio feudais e inteiramente ditatoriais, e por outro, origina estes mais recentes comentários de alemães e não só, um pouco crus e até talvez deselegantes, mas inteiramente justificados.

Dentro desta linha de análise e visão do país, deixo aqui o Medina:


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