É difícil olhar para os EUA sem uma postura de amor/ódio, por razões que a mim me parecem óbvias. No entanto, o que me parece relevante hoje em dia é perceber que o poder das nações se tem gradualmente esbatido em proveito de outras forças que se têm apoderado das mesmas. São autênticos tumores que se estenderam transversalmente pelo planeta atravessando e parasitando a generalidade das economias através da globalização. O erro não está na globalização, está na passividade perante estes sistemas parasitas instalados, com o sistema financeiro no topo da pirâmide. O recente discurso de Obama, de 24 deste mês, merece ser ouvido com atenção, pois parece indicar uma de duas coisas: ou uma nova atitude, uma nova fase da vida deste homem cujo sucesso poderá vir a influenciar a evolução saudável do nosso espaço geopolítico e económico; ou um perverso refinamento da retórica e marketing político quase ao nível do Matrix.